**

Olá caros visitantes do “Marafações de uma Louletana”.

Amanhã é feriado, Sexta-Feira Santa, dia em que muitos continuam a manter a tradição de não comer carne. Assim sendo, hoje trago-vos um prato à base de peixe, a caldeirada, muito apreciado por nós algarvios. A receita é a seguinte:

 

Ingredientes (para 4 pessoas)

 

1,5 kg de peixe [sendo obrigatórios: rascasso (galinha-do-mar), safio, pata-roxa (caneja), e facultativos: raia, tremelga, tamboril, peixe-aranha, ruivo, xarroco e corvina];

1 kg de tomate maduro;

1,5 dl de azeite;

3 cebolas;

3 dentes de alho;

1 pimento;

1 copo de vinho branco;

1 bom ramo de salsa;

1 ponta de folha de louro;

pimenta;

500 g de amêijoas ou conquilhas ou berbigões;

700 g de batatas;

Sal

 

Preparação

 

Arranjam-se os peixes, cortam-se em postas ou em bocados, segundo as espécies e temperam-se com sal. O pata-roxa deverá ser temperado com sal apenas 15 minutos antes de se preparar a caldeirada.Devem aproveitar-se a cabeça do rascaço e os ossos e as cartilagens da cabeça do safio. Deste peixe apenas se aproveita a parte que vai do umbigo para cima. 

Têm-se as amêijoas (ou as conquilhas ou os berbigões) bem lavadas e sem areia e colocam-se no fundo do recipiente onde se irá fazer a caldeirada. Rega-se com o azeite e introduzem-se os peixes em camadas alternadas com as cebolas, o tomate e as batatas cortadas em rodelas (sendo as rodelas de batata mais grossas), o pimento em tirinhas e os alhos picados. Rega-se tudo com o vinho branco e introduzem-se a salsa e o louro. Tempera-se com pimenta, tapa-se o recipiente e deixa-se cozer em lume brando. 

A caldeirada está geralmente pronta cerca de 30 minutos depois de iniciada a fervura. Os peixes mais rijos colocam-se por baixo e os mais sensíveis por cimaDepois de cozida a caldeirada, serve-se devendo retirar-se na vertical para que todos comam de todas as espécies de peixes.

Esta é a receita básica havendo, no entanto, variações possíveis consoante a zona do Algarve em que a caldeirada é confeccionada e o gosto de cada um. Eu por exemplo adiciono sempre duas ou três sardinhas pequenas porque acho que dá um sabor diferente, não uso os bivalves e coloco sempre um pouco de hortelã da ribeira (ligeiramente diferente da hortelã vulgar, com um sabor mais acentuado). Enfim, a escolha dos ingredientes fica, mais ou menos, ao critério de cada um. O que interessa mesmo é que no fim se obtenha um prato em que o peixe é rei. Colorido, aromático e com um sabor tipicamente algarvio.

Boa Páscoa para todos os visitantes deste blog.

 

Nota:

 

1. Receita retirada do site http://da-ze.fj7.org;

2. Imagem retirada do site comeu-se.blogspot.com

 

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *