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Bom dia caros visitantes do “Marafações de uma Louletana”.

A Fundação Manuel Viegas Guerreiro, inaugurada em 28 de Agosto de 2009, instituída por escritura celebrada em 11 de Abril de 2000 no Cartório Notarial de Loulé e reconhecida pelo Governo através da Portaria n.º 1334/2004 de 23 de Dezembro, é uma pessoa colectiva de direito privado, visando fins de utilidade pública.

Com sede em Querença, terra natal do Patrono, tem como fim contribuir e promover a todos os níveis o desenvolvimento cultural, social e económico do Algarve, através de grandes eventos culturais e artísticos, bem como dinamizar e promover a investigação, com particular relevo para as áreas de natureza social e ambiental. 

Esta instituição visa:
- Apoiar e incentivar os estudos científicos das ciências sociais;
– Desenvolver os estudos do patrono da fundação no âmbito da etnografia, apoiando publicações e estudos;
– A organização de eventos culturais;
– Realizar ou promover cursos de formação;
– Promover acções de investigação quanto aos factores naturais e ao estudo do impacto das acções humanas sobre o ambiente;
– O desenvolvimento cultural, social e económico do Algarve.

Instituição de índole cultural e ambiental, a Fundação Manuel Viegas Guerreiro tem desenvolvido um trabalho interessante de organização e apoio a actividades culturais e ambientais e tornou-se um marco importante na região algarvia para os investigadores e interessados na história e cultura do Algarve. 

 

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Mas quem foi Manuel Viegas Guerreiro?

Etnólogo e pedagogo, Manuel Viegas Guerreiro, nasceu em Querença, Concelho de Loulé, em 1912. Matriculou-se na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde se licenciou em Filologia Clássica, no ano de 1936. Concorre ao ensino secundário, colaborando paralelamente com o etnólogo Prof. Leite de Vasconcelos. Estimulado por este último e descontente com a situação política vivida em Portugal, decide partir para África. Aqui estuda a cultura Maconde, escreve em 1966 “Os Macondes de Moçambique, Sabedoria, Língua, Literatura e Jogos”. Dois anos depois presta provas de doutoramento em Etnologia com a dissertação: “Bachimanes!Khu de Angola”, obtendo a classificação de 19 valores. Tornou-se Professor de Etnografia da Faculdade de Letras. Fundou o Instituto de Estudos Africanos da Faculdade de Letras de Lisboa e foi seu Presidente até à data do seu falecimento em 1997. Cooperou com o Centro de Estudos Geográficos no plano de recolha e estudo da Literatura Popular Portuguesa. Era igualmente membro da Academia de Ciências, Presidente dos Estudos Gerais Livres e Director do Centro de Tradições Populares Portuguesas, onde tinha como colaboradora a investigadora algarvia Maria Aliete Galhoz. Postumamente o Professor Viegas Guerreiro mereceu diversas homenagens pelo trabalho desempenhado em vida e pela obra que legou à posterioridade. De entre estas homenagens destacam-se: Exposição “Vida e Obra de Manuel Viegas Guerreiro”, na Biblioteca Municipal de Portimão; a atribuição pelo Presidente da República, Jorge Sampaio, da Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique; o Colóquio de homenagem e exposição de fotografias e obras literárias no Arquivo Distrital de Faro, entre outras.

 

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